Colortronic














MATÉRIA COM COLORTRONIC
NA ESSENTIAL MAG

Saiu uma matéria falando do Colortronic na última edição*
da Essential Mag, revista brasileira voltada para a música eletrônica.
*edição de fev./mar 2008

essential mag

COLORTRONIC NA TRILHA SONORA DO PROGRAMA DE TV SBT REALIDADE

O Colortronic participou da trilha sonora do programa SBT Realidade, que foi ao ar em 05 de dezembro de 2007. O programa foi um especial sobre moda, apresentado por Ana Paula Padrão.

Veja os vídeos abaixo!

06:54


06:00



MÚSICA COLORIDA

Fala DJ c/ Denis Kandle no Estacio Radio Site

Entrevista com Kandle


ELETRÔNICA SEM MODISMOS

João Bernardo Caldeira
- publicado originalmente no Jornal do Brasil -
06/08/05

A década de 90 foi da música eletrônica, que invadiu outros estilos e emplacou no mainstream fonográfico. Hoje, artistas como David Bowie e o grupo U2 já voltaram a fazer rock básico, enquanto bandas que foram pioneiras no uso dos efeitos de computador - Orbital e Underworld, por exemplo - não estão mais em evidência. Passado o modismo, como ficou, no Brasil, o mercado para os artistas do gênero? No Rio, as rádios não tocam música eletrônica, raves estão escassas e há poucos espaços e boates.

Mas nada está perdido. Algumas casas noturnas ainda resistem, como a Fosfobox, o lugar do momento, e as badaladas Dama de Ferro e Bunker. Recentemente foi inaugurada a Sygno, em Copacabana, mais um alento para os aficionados em eletrônica. No último mês de agosto [2004], o festival Plug chegou a sua segunda edição. É outro sopro de esperança.

O evento reuniu bandas, DJs e produtores cariocas, nomes ainda desconhecidos, que construirão o futuro da música eletrônica carioca - a programação completa pode ser vista no endereço virtual
http://projetoplug.blogspot.com. Foi no Plug, ano passado, que o antropólogo Hermano Vianna descobriu o grupo Gerador Zero, levado por ele para tocar no último Tim Festival.

Para o produtor musical Cid Andrade, organizador do Plug ao lado de Fernanda Parente, o quadro é positivo, apesar de a eletrônica ter deixado de ser novidade.

- Depois do boom do estilo, as coisas vão agora crescer de uma maneira mais sólida e menos artificial. Não é uma indústria tão popular quanto a do axé music, mas tem crescido e chamado a atenção das cabeças pensantes - diz ele.

A quantidade de material recebida pelo festival prova que surgem, a cada ano, novos talentos dispostos a lutar por um lugar ao sol, como afirma Cid Andrade:

- O Plug não é o último sopro, como se a música eletrônica moribunda estivesse tentando ressuscitar. O festival vem suprir uma enorme demanda, e a produção que eu recebi superou as expectativas.

Cabbet Araújo, hoje dono da Fosfobox, há dois anos produziu raves que conseguiam atrair 10 mil pessoas. Ele é um dos curadores do Plug e afirma que, apesar do fim do modismo, ainda há mercado:

- Calculo que 80% das pessoas que iam às raves não estavam ali para ver as atrações musicais, mas apenas por causa da moda. Hoje, o público está mais segmentado, cada lugar toca um tipo de música. Ouvi coisas muito boas que tocarão no Plug, como o Voz del Fuego, e acredito que esses novos nomes vão conseguir se encaixar nestes pequenos nichos que surgiram.

No momento do ápice, havia não apenas megaraves como expoentes do rock (até do rock brasileiro) flertando com os efeitos de computador, como o Barão Vermelho. Com o fim da euforia, por que não foi criado, no Brasil, um mercado consumidor permanente capaz de consumir discos do gênero e lotar eventos? Para o DJ JayB, de 29 anos, falta circular informação:

- O mercado ainda é restrito. Faltam veículos que possam dar informações para as pessoas. Quem gosta de música eletrônica não sabe onde procurar.

O DJ Lúcio K, 32 anos, curador do Plug, aponta dois fatores que atrapalharam a expansão da eletrônica:

- A postura de algumas pessoas acaba sendo elitista, o que causa má impressão em um público que ainda está distante da cena. Além disso, tem gente que fez eventos ou freqüenta festas com a prioridade de usar ou vender drogas. Isso também queima o filme da nossa música.

Dos novos talentos que se apresentaram no festival - cerca de dez grupos -, raros são os que conseguem se sustentar com a profissão. Entre os integrantes de projetos como Estereo Mono, Ouvintes, Voz Del Fuego, DaddyBits, Colortronic e Playlounge, há médicos, analistas de sistemas e designers. Todos sonham em viver de música, mas não dobram seu som somente para conquistar fãs.

- Em música, a maior dificuldade é conseguir espaço e, para aparecer, há quem acabe tentando só agradar às pessoas. Mas todas as modas são passageiras. Fazer algo de que você gosta é mais importante do que qualquer outra coisa - sintetiza Mônica Ávila, de 37 anos, do grupo Estereo Mono.

UMA GERAÇÃO ELETRÔNICA
Cid Andrade (organizador do PLUG Festival)

A música eletrônica – antes tarde do que mais tarde – se popularizou no Brasil. Somos um país internacionalmente conhecido por nossa boa música, e com a eletrônica não poderia ser diferente: exportamos bons Dj’s e alguns bons produtores. Mas pouca gente sabe que, dando continuidade ao trabalho destes pioneiros – que não são muitos, e que são os mesmos até hoje - existe uma nova geração de produtores, bandas e Dj’s que tem mostrado novos e criativos caminhos para o cenário eletrônico local. Nomes como Colortronic, Two Divided by Zero, Lucio K, Jay B, Dj Oppus, DJ Saduh, Playlounge entre vários outros - representam a renovação. Em uma cidade como o Rio de Janeiro – que passa por um período de pesada crise no cenário cultural – chegou a hora de darmos um pouco de descanso para as figurinhas carimbadas, e percebemos que não há falta de variedade, basta que haja espaço para o novo.


Flyer PLUG Festival
Milena Garcia entrevista Denis Kandle:

Milena - O que é o Colortronic?
Kandle - Eu vejo o Colortronic como uma nova forma de apreciação artística - é união entre música e cores. A música é muito mais do que apenas uma seqüência de sons. Ela atinge a todos os sentidos humanos. O clima, a paisagem e as emoções de uma música vão resultar numa coloração própria. Som é vibração, e toda vibração tem uma cor. Cada música tem sua própria "aura", vibrações que irão emanar e produzir feixes de cores determinadas. A combinação de cores e sons pode ser extremamente estimulante para a mente.

Milena - Como o Colortronic funciona visualmente?
Kandle - Estou preparando apresentações em conjunto com um VJ, utilizando imagens em telões com as cores correspondentes àquelas músicas, banhando o ambiente com as cores das músicas; é cromoterapia levada às pistas de dança, literalmente! Para a platéia, poder ver e sentir as cores que correspondem à música é uma experiência fascinante.

Milena - No que ele difere dos outros estilos de música eletrônica?
Kandle - O Colortronic é como um cinema 3D, que se difere do cinema tradicional porque tem um aditivo, os óculos que permitem que você assista o filme com as imagens em 3D; o Colortronic dá as cores daquela música, é um elemento a mais que está sendo oferecido. O primeiro álbum do Colortronic, Sonic Rainbow, é um álbum conceitual, e deve ser ouvido com as cores de cada música em mente, ou de preferência com o ambiente colorido de acordo com a música!, para o "efeito" bater melhor. As músicas do álbum seguem a ordem das cores do arco-íris, começando com músicas violetas, passando para azuladas, esverdeadas, até as últimas que são alaranjadas e avermelhadas. É como uma viagem pelo mundo das cores sonoras. (Curiosidade: algumas músicas nasceram de sonhos - Deep Blue Sky, Alimente a Mente e 3rd Eye Open).

Milena - O que o estilo pode proporcionar?
Kandle - A união de cor e música pode proporcionar um turbilhão de novas sensações, nos permitindo mergulhar numa dimensão muito prazerosa que pode nos levar a estados de transe e êxtase. A cromoterapia aliada à música é uma rica terapia, pela capacidade de evocar emoções fortes. Tanto a cromoterapia como a música, sozinhas, já são ferramentas poderosas; imagine-as agora sendo usadas juntas. É como uma meditação que nos permite visualizar a alma da música, sua essência em forma de cores. As cores funcionam como um aditivo, tipo a letra, que passa mensagens numa música. Suas cores também dizem alguma coisa. As cores também são a "letra" da música!

Milena - Como começaram seus estudos relacionados à cor e música?
Kandle - Desde criança eu já associava cores à determinadas músicas, era uma coisa gritante, mas eu nunca tinha pensado muito sobre o assunto, até ler livros e páginas na internet falando sobre sinestesia, cromoterapia, estudos filosóficos, esotéricos, e foi a partir daí que comecei realmente a me interessar pelo assunto. Não sei explicar de onde vêm estas cores, eu apenas as sinto! O que aconteceu é que passei a perceber que eram sempre as mesmas. "Por que tal música sempre me faz sentir a cor rosa? Por que sempre me sinto invadido pelo verde quando ouço aquela música?" Comparando com a cromoterapia, reparei que as características de cada cor batiam com o que a música passava. Tem gente que diz que eu sou um tipo de médium que consegue enxergar a aura da música; outras pessoas chamam isso de sinestesia... O que sei é que sou um grande apaixonado por música, e talvez seja essa minha paixão que me leve a sentir suas cores, seus aromas... Porque música não tem só cor: também tem cheiro, temperatura, densidade, tem até gosto. Não ouvimos música só com os ouvidos. A música pode nos levar a outros estados de consciência, e a união de cores com música vem para realçar mais este transe.

Milena - Como está sendo a resposta do público?
Kandle - Várias pessoas já me disseram que se identificaram totalmente com as cores das músicas, e que concordam com tudo à respeito do assunto. Mas tem sempre uma galerinha mais materialista que não acredita em cores.

Milena - Trata – se de um novo estilo de trance?
Kandle - Tento dar uma roupagem própria as minhas músicas e não acho que eu me encaixe em nenhuma cena específica, porque meu som abrange vários estilos, que vão do psy-trance ao techno, passando por downtempo.

Milena - Qualquer música é capaz de despertar os sentidos?
Kandle - Sim, todo som tem uma vibração colorida, se você quiser tentar descobrir as cores de uma música, ouça-a com bastante atenção e tente sentir quais cores tem mais a ver com ela. Comece tentando descobrir quais das 3 cores primárias tem mais a ver: vermelho, amarelo ou azul (como estas são cores primárias, toda música apresenta pelo menos uma delas, mesmo que misturadas). Exemplo: se for uma música agitada, associe-a ao vermelho; se tiver uma levada jazzy, associe ao amarelo; se for melancólica, associe ao azul (não que toda música azul seja melancólica, mas toda música melancólica tem o azul como cor primária). Com o tempo, você vai conseguir identificar com mais facilidade as cores secundárias da música também, mas é preciso muita prática e que você goste muito da música em questão. Fiz uma Tabela de Cor e Som que se encontra na minha homepage, acessem www.newagepunk.com/colortronic para conferir, aproveitem para ouvir o Colortronic e comprar o álbum Sonic Rainbow!


Fiberonline Cena Carioca



Entrevista com Denis Kandle, Firma Produções


FIRMA PRODUÇÕES - Como você começou sua carreira e por que decidiu ser dj? De onde veio o interesse pela musica eletrônica?

Kandle - Eu comecei em 1998 no programa de rádio EP Vanguarda, quando eu levava ao ar as últimas novidades do rock e da electrônica. O programa rolava todas as quartas, à meia-noite, na extinta Imprensa FM do Rio. Meu interesse pela música eletrônica começou lá por 1996, quando eu ouvi techno pela primeira vez no Mercado Mundo Mix, que na época rolava na Fundição Progresso.

FIRMA PRODUÇÕES - O que é o Colortonic e como surgiu?

Kandle - O Colortronic nasceu em maio de 2002 após uma viagem de dois meses pela Califórnia e é formado por mim, Kandle, e por Ricardo Antonio, que é o responsável pelo conceito visual da banda. Nosso trabalho é feito tendo em mente que som é vibração e que toda vibração tem cor, portanto música tem cor. Cada música tem sua própria "aura", são vibrações que irão emanar e produzir feixes de cores determinadas. Uma música agitada, por exemplo, apresenta um fundo constante de vermelho ou laranja, que pode oscilar entre o chamejante até a cor de sangue escuro. O Colortronic é o primeiro grupo musical a desenhar a música com suas cores respectivas. Para a platéia, poder ver e sentir as cores que correspondem às suas músicas é uma experiência fascinante. A mente é estimulada quando as frequências de cores combinam com as músicas que estão sendo executadas naquele momento, gerando sensações novas indescritíveis .

FIRMA PRODUÇÕES - É possível viver dessa profissão no Rio de Janeiro? Como tem funcionado o mercado?

Kandle - Olha, vou ser bem sincero, é muito dificil viver de música eletrônica no Rio, porque não existem muitos espaços disponíveis, a maioria das casas noturnas não abre espaço para a música eletrônica não-comercial. E os que abrem mal pagam cachê. Enfim, o público de música eletrônica carioca é um dos mais animados do Brasil, mas a cena carioca, no caso o seu backstage, é muito precária, e agora ainda tem o problema do prefeito proibir raves. É uma pena.

FIRMA PRODUÇÕES - O que você acha desse glamour todo em volta de DJs que ficam mais famosos do que os artistas que ele toca?

Kandle - Acho que isso é um grande mérito para o DJ, mas o que não pode acontecer é ele deixar isso subir à cabeça, se achar mais importante do que a música. A música vem sempre em primeiro lugar!

FIRMA PRODUÇÕES - Qual seu conceito de dj? Na sua opinião quem utiliza cd é dj ou tocador de cd?

Kandle - Acho que uma pessoa, quando vai para a uma festa, quer se divertir com boa música, não é mesmo? E desde que o som esteja com uma qualidade decente, não vejo nada demais se o DJ usa CD, MD ou vinil. O que importa mesmo é o resultado, não o meio.

FIRMA PRODUÇÕES - Qual a melhor balada que você já tocou e o que você sente qdo está tocando?

Kandle - O melhor até o momento foi na Tenda Eletro do Rock in Rio III, em janeiro de 2001, cerca de 4.000 pessoas dançando e gritando alucinadamente, o tempo inteiro, foi demais! Eu me sinto feliz e útil quando estou tocando, é bom saber que as músicas que estou tocando estão trazendo bons momentos para o público. É muito gratificante.

FIRMA PRODUÇÕES - A música eletrônica é elitizada?

Kandle - Hoje em dia não acho que seja, está cada vez mais se popularizando, mas ainda acho que existe uma certa resistência da parte de algumas pessoas. Muitos têm preconceito, dizem que é música feita por máquinas (o que não é absolutamente verdade, existe um humano por trás daquela música, ela não foi feita por macacos! =-) Talvez no início fosse elitizado, quando começaram a pintar as primeiras festas eletrônicas, no início da década de 90, quase todo o público era "do meio", só os antenados, depois é que foi popularizando. Mas não sei se elitizado é a palavra certa. Eu diria que era mais segmentado.

FIRMA PRODUÇÕES - Qual sua opinião em relação aos grandes festivais de música eletrônica aqui no Brasil?

Kandle - O Rock in Rio foi o primeiro grande festival brasileiro a incluir a música eletrônica na sua programação e deu super certo, hoje em dia qualquer festival tem que ter uma tenda eletrônica, já virou tradição, né?... Ainda bem!!! =-D Espero que existam cada vez mais esses festivais no Brasil, tipo o Skol Beats.

FIRMA PRODUÇÕES - Quando você está em casa que tipo de som escuta?

Kandle - Ouço muito rock, principalmente na linha alternativa, curto também industrial, pop-rock, punk-rock, new metal, 80's, etc. Também adoro ouvir música eletrônica, claro, nos seus mais variados estilos, como ambient, trance, techno, eletro etc. E ainda ouço outros tipos de som mais diferentes como Dead Can Dance (que eu adoro), mantras budistas, até música clássica. Só não ouço música comercial, tipo, não curto ouvir rádio porque a maioria daquelas músicas estão sendo tocadas porque foram pagas para isso, e ouvir jabá faz mal para a saúde mental.

FIRMA PRODUÇÕES - O que você acha da associação entre música eletrônica e drogas? (polícia fazendo batida nos clubs de SP, raves proibidas no sul, "dj" sendo preso por tráfico de drogas...)

Kandle - Qualquer tipo de festa rola droga, então por que a polícia não faz batida em ensaios de escola de samba também? Acho muita hipocrisia essa perseguição contra as raves. Ao invés de proibir, acho que deveria haver uma conscientização, a educação é a melhor arma que o governo e a polícia poderia usar.

FIRMA PRODUÇÕES - O que você diria para quem está começando a profissão de DJ agora?

Kandle - Que persistam, pesquisem muito, corram sempre atrás das novidades, se possível produzam suas próprias músicas, porque além de ajudá-los a se destacar, é muito mais gostoso tocar suas próprias músicas do que a de outros!

FIRMA PRODUÇÕES - Seu top 10 de som.....

Kandle - Sem ordem de preferência:
1. Chris McCormack - Sea Level (Chris Liebing remix)
2. Technasia - Acid Storm
3. Tiesto - Trance Energy X-mix
4. Cosmic Gate - Exploration of Space
5. Combichrist - Tractor
6. I-Robots - Frau (Boysnoize mix)
7. Filterheadz vs Tomaz - I Love Techno
8. Oliver Lieb - Subraumstimulation (main mix)
9. Umek vs DJ Misjah - K'pr Norcih
10. Terra Ferma - Fire


O COLORTRONIC FOI ARTISTA ELETRÔNICO EM DESTAQUE
(FEATURED ARTIST) NO SITE AMERICANO
UBL.COM EM DEZEMBRO DE 2006

Colortronic - Featured Artist @ UBL



O COLORTRONIC FAZ PARTE DA TRILHA SONORA DO SITE DA
POLARIS BRASIL COM A MÚSICA ANGELS OF COLORS

Polaris

Colortronic