Onno logo
O Onno é uma banda de rock carioca formada por Eliza Thomas (baixo e backing vocal), Mike Vlcek (vocal, guitarra, compositor), Gabriel Menezes (vocal, guitarra, compositor), Leandro Figueira (bateria) e Mike (vocalista, guitarrista e principal compositor). Eles estão batalhando pelo seu espaço com muita competência, já tendo lançado um EP, "O Movimento do Silêncio", em 2001, que contém 5 faixas, e estão para lançar um promo single com uma música nova, e também em breve um EP com 7 faixas. O Tranzine teve a honra de entrevistar o Mike, e você conferir a entrevista logo abaixo. Ah, não se esqueça de ouvir o Onno na Estação Hypnotica, no set Kolorful Brindie vol.1, onde eles aparecem com a música Lilie!

entrevista: Denis Kandle

EUA - Primeiro Mundo?
História do Techno
Perguntas Básicas para Great Guy
Legalização das Drogas
Onno
Os Três Macacos Sábios
O Cristianismo
Canto dos Malditos
Voyeurismo
To sing or not to sing?
Pontapé Inicial
Grave!
Supersuckers
 


::: LIVRO DE VISITAS :::
::: EDIÇÕES ANTERIORES :::

Colortronic
New Age Punk







©2002 tranzine
rio de janeiro

 

Tranzine - Por que Onno?

Mike - O nome surgiu por acaso. Procurávamos um nome curto, e começamos a pensar em sobrenomes para batizar a banda. Ono é um sobrenome japonês muito sonoro, e daí pra Onno foi um pulo. Se tem a ver com a Yoko ou não, acho que tanto faz... (risos)

Tranzine - O que você acha do underground carioca? Quais os pontos positivos e os negativos?

Mike - Acho que o principal ponto negativo é que não existem muito lugares que agreguem boas condições com assessibilidade. Ou você toca em pulgueiros, ou acaba tendo de bancar uma caução cara para tocar numa casa média. São poucos os lugares pequenos e charmosos, com boa infra. Por outro lado, o Rio é talvez o coração da cultura do Brasil ao lado de SP, então naturalmente rola uma projeção maior se você está no Rio do que em Porto Alegre, por exemplo. Mas têm surgido coisas bem legais na cidade como o Armazém No.5 e seu projeto X-Tudo, o novo projeto da Laila Werneck com shows de rock grátis na Barra... Além, é claro, das boas bandas que lotam a cidade. Tem muita gente boa ralando e que merece ser ouvida, sem dúvida!

Tranzine - E a MTV? Você acha que ela era melhor antigamente? Melhorou, piorou?... Enfim, sua opinião.

Mike - Ok, ela mudou bastante desde aqueles tempos em que transmitia só a partir do meio-dia etc, e, para mim, ficou menos musical e mais entretenimento. A questão é que não sei dizer se isso é ruim ou não, simplesmente houve uma mudança de conceito... Acho que algumas coisas são melhores hoje, outras não...

Tranzine - Vocês recentemente fizeram uma turnê pelo Sul. Como foi a turnê?

Mike - Foi a melhor coisa que já aconteceu na Onno. Conquistamos um público novo, ao sair da cena exclusiva do Rio, e conhecemos pessoas, bandas e lugares muito legais e também importantes futuramente para os nossos objetivos. Foi uma experiência que deu babagem pra banda, aprendemos a nos virar e sentimos como o intercâmbio com outras cenas é produtivo e saudável. Queremos repetir a dose muitas vezes...

Tranzine - Qual a melhor coisa de tocar numa banda de rock?

 Mike - Nem sei se o rock é a questão em si. Acredito que a "arte" é o ponto, não é? A melhor coisa que tem é você poder mostrar sua arte e receber uma resposta positiva do público - e, claro, poder se sustentar vivendo assim. Tendo isso, eu estou feliz e realizado.

Onno

Onno

Tranzine - O que você acha do Renato Russo? Ele parece ser uma grande influência  para o Onno, estou certo? 

Mike - Olha, acredito que a semelhança venha principalmente da sinceridade. Nossas letras são bastante pessoais e intimistas, uma característica que era do Renato e da Legião. Então, mesmo não sendo uma influência direta da Onno, achamos muito bacana que haja essa associação com a Legião Urbana, que era acima de tudo uma banda sincera. É sinal de que estamos no caminho certo.

Tranzine - O que você acha de sites de distribuição gratuita de música, como o  MP3.com e o Audiogalaxy?  

Mike - Para uma banda que está começando, o MP3 é uma arma não só poderosa mas também vital, pois permite uma divulgação muito maior do trabalho do artista independente. É claro que a questão do direito autoral está longe de ser resolvida e nem cabe falar disso agora, mas eu penso que devo usar isso a favor da banda hoje.

Tranzine - A violência no Rio tá foda. O que pode ser feito pra reverter essa situação? Legalizar as drogas? Morar em condomínios fechados? Fugir do país??? Enfim, existe luz no fim do túnel?... 

Mike - São tantos os motivos, não é? Pra mim, a má distribuição da renda responde por boa parte desse caos, mas é claro que há lugar para as drogas, o baixo índice de educação, a falta de oportunidades etc. Começar a investir em educação e buscar formas de combater o desemprego (e melhorar os salários, é claro) seria o começo da tal luz no fim do túnel, se é que já não virou noite...

Tranzine - Em quem você vai votar pra presidente? 

Mike - Confesso que minha maior vontade é anular, pois não consigo me animar com ninguém, e nem creio que vá mudar de opinião ao longo da campanha... Letras engajadas possuem um limiar muito tênue entre o sincero e o demagogo, por isso ainda não me sinto confortável para falar como artista nesse ponto, talvez nunca me sinta, aliás...
Visite o site do Onno! - http://www.onno.com.br
Contato:
noell@theoffice.net, a/c Sketch

página anterior:
LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS
próxima página:
OS TRÊS MACACOS SÁBIOS