Alô, cabrueira!
Tô nessa. Saravá! Vou batendo o centro dessa croniqueta na maior bronca porque
o bicho tá pegando e eu vou fazendo coro aos que estão em apuros, mais apertados
que porco num caçoá, se virando para tudo quanto é lado e, na maior bobeira, só
sobrando quase uma peínha de nada no gargalo do nosso estertor. E como num sou
de ficar esperando inexplicavelmente que se caia do céu qualquer coisa a custo
zero, frete FOB ou a fundo perdido, vou subindo nas tamancas e cobrando segurança,
saúde, educação e justiça federalizadas. Segura a onda. E para começar, deixa ver,
vou falar de... copa? Ih, sei não. Esse jipe num tá lá essas coisas. E como no
Brasil tudo está no bico da ribanceira, se descer, todo santo ajuda no desmantelo.
Ainda tô esperando o resultado das investigações do Ministério Público com os
indiciados na CPI da cartolagem, tomara que finde num gol de placa, jamais um
gol contra no futebol brasileiro. Enquanto isso, que é que se pode fazer, hem?
Brasil sil sil sil sil sil!!!!! Êôêô! Política? É o Fecamepa - filho
bastardo do Febeapá - solto! Se mexer mais um corinho, fede. Tudo enterrado no
reino da má vontade. Quer ver? O Careca Hipocondríaco tá aí dando barroada como
a praga nas meladas do governo. Só ele vê que brasileiro tem o que comer, onde
morar, onde estudar, onde ganhar a vida e onde cair morto. Eu, mais toda a torcida
do Flamengo e outros infelizes das costas ocas, num conseguimos enxergar nada
disso. Enquanto isso, o de Calças-curtas, além de não saber a fórmula da água,
está agora se espremendo todo para explicar um atoleiro desgraçado. Já o Cabeça-chata
não me convence com seu economês nem com PTB, nem com porra nenhuma. E o Lula
numa corda bamba, inventando aquela com o PL e a Igreja Universal. É ou não uma
tronchura grotesca com pé no saco? Maior roubada na cidadania. Disso tiro uma
lição: que a seriedade é uma instituição falida no Brasil. Eu mesmo, com expressiva
vênia, adianto que para sério sou mais um gaiato, contudo, tenho a sensibilidade
por norte. A novidade? É que o Brasil
continua não sendo só litoral. E com um recado: políticos brasileiros, economia
só serve para engalobar os bestas e enricar os afortunados. Lembrem-se: o povo
num é massa de manobra e quer ter oportunidade para viver condignamente. E se
fizerem ouvidos de mercador, a gente vai dar uma de malovido nas eleições, viram?
Apraza deus que assim ocorra. Ponto final. Bié, bié, glup! Glup! © Luiz Alberto Machado. Direitos
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