Vivemos numa sociedade em
que muitas pessoas estacionaram no tempo e não querem admitir isso. Assim como
os fariseus, que na época de Jesus rejeitavam todas as idéias que iam contra eles
e achavam que todos que não seguissem o que a sua religião ditava "estavam
com o diabo", os pseudo-cristãos radicais de hoje em dia baseiam sua crença
distorcida em cima do preconceito. Não é raro vermos essas pessoas em conversas
informais ou em programas de televisão defendendo suas idéias fascistas, que de
cristãs não têm nada. Por que seres preconceituosos como estas
pessoas conseguem ter um número muito grande de pessoas que os seguem nos seus
dogmas? Bem, primeiro de tudo, não devemos nos esquecer que, na linha de evolução
da humanidade, viemos de baixo e estamos ascendendo. Antes éramos animais que
moravam em cavernas, portanto é mais fácil uma pessoa que prega idéias primitivas
conseguir apoio do que outra pessoa que prega o amor, respeito e fraternidade,
pelo simples fato dos humanos não terem um histórico de fraternidade no seu currículo.
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Olhe para o passado: na
maior parte do tempo tivemos guerras, mortes, punições, ódio, preconceito. Esse
tipo de vibração está mais próximo do coração humano do que sentimentos elevados
como a tolerância e o respeito, então ainda sobressaem e prevalecem sentimentos
mesquinhos. E já que estes pseudo-cristãos pregam o ódio e o preconceito, eles
obviamente encontram muitas pessoas que se afinam com suas palavras. Como disse
Nicolas Chamfort, "o sucesso de muitos livros deve-se à afinidade entre a
mediocridade das idéias do escritor e as do público." Daí o porquê de tanta
ignorância. O preconceito é pura falta de informação e de respeito pelas diferenças.
Este não
é um texto que levanta a bandeira dos gays ou das prostitutas. Bandeiras são sinônimo
de divisão, separação e fronteira. Pelo contrário, este texto prega união
e tolerância, não importa se você é... PONHA AQUI A DEFINIÇÃO QUE VOCÊ QUISER.
O que importa é que devemos aceitar a todos como eles são. Todos nós temos o direito
de sermos livres. Todos nós temos o direito de sermos nós mesmos.
Paz! Amor! Respeito! Denis Kandle |