Descoberta em 1964 na
necrópole de Saqqara, a tumba de Niankhkhnum e Khnumhotep revela atráves de sua
iconografia a intimidade que dois egípcios mantiveram durante o reinado de Niusere
da Quinta Dinastina. Embora arqueológos e pesquisadores não tenham chegado
ainda a um consenso sobre a homossexualidade do casal, pelo menos dois trabalhos
já foram apresentados por Greg Reeder a favor da tese.
 | A entrada da tumba
e as inscrições com os nomes. A da direita para Niankkhnum e a da esquerda
para Khnumhotep. No topo, os títulos:
" Manicuro e Inspetor dos Manicuros do Palácio e Confidente do Rei." |
Os dois abraçados
logo após a entrada dão boas vindas aos visitantes na sua "Casa da Eternidade" |  |
 | Niankhkhnum guiando
Khnumhotep através dos seus domínios |
Na entrada para
o salão onde estão as criptas, seus nomes em comunhão podem
ser traduzidos como "unidos na vida e unidos na morte", embora não se
saiba até que ponto tenham assumido em suas vidas esses nomes |  |
 | O Banquete é a
mais elaborada cena da tumba, com Khnumhotep à direita com uma flor de lotus na
mão e Niankhkhnum à esquerda. Entre os dois, os convidados, dançarinos e
músicos. | No santuário, a
primeira cena mais íntima. O abraço apertado, nariz com nariz. Seus
filhos os envolvem. Há várias crianças ao redor que não aparecem no destaque
da foto. Mas das esposas (sim, eram casados) nenhum traço |  |
 | Do outro lado da
entrada para a câmara onde estão os sarcófagos, uma imagem colocada para confundir
possíveis invasores | O Abraço Eterno
Numa intimidade rara de ser reportada pela arte egípicia,
o último abraço. Nos aposentos mortuários, os dois homens se unem no desejo de
se rencontrarem além da morte |  |
|